DEBANDADA

Debandada é uma exposição da responsabilidade das alunas do 12º H da Escola Artística António Arroio, tendo a mesma sido desenvolvida no âmbito das disciplina de Gestão das Artes e em parceria com a disciplina de Projecto e Tecnologias. A exposição construiu-se a partir da proposta feita pelo Alkantara Festival 2016 às alunas de Têxteis: a realização de bandeiras.

Como ponto de partida, assumiu-se, como inspiração, a obra da artista Lourdes Casto, nomeadamente a exposição Todos os Livros e o documentário Pelas Sombras, de Catarina Mourão. Cada bandeira que nasce deste projecto é o erguer de uma ilha pessoal, dentro de uma ilha comum. Apresenta-se, assim, uma reflexão em forma de bandeira, dada como destino, como a ideia de Lourdes Castro “a ilha dentro da ilha”. A palavra bandeira provém do latim bandum, que significa símbolo ou sinal. Foneticamente, assemelha-se à nossa palavra portuguesa bando. Seremos todos nós parte de um bando desenfreado que corre atrás de não sei o quê?

Foi-nos proposta a ideia de bandeira: objecto rectangular que define territórios, que marca posições, que identifica um grupo. Ideia bastante arrumada e explícita. No entanto, o bando partiu para esta ideia como quem parte para a vida: nunca com certezas e sempre sem sentido. Em debandada, partiu (d)o conceito de bandeira, destroçando tudo o que havia para saber sobre ela: desconstruindo-a, desfazendo fronteiras, tornando-a num símbolo do seu próprio caminho, reconstruindo-a. É este o caminho que apresentamos. Foi uma partida cega sobre um território não conhecido, com o objectivo de encontrar um destino. É este o destino que apresentamos. Cada bandeira representa um universo pessoal, um estilhaçar da identidade. Já não representa nem define fronteiras, mas sim uma porta de entrada para uma nova identificação. E, afinal, o que é uma bandeira? Une ou Afasta?

Fazem parte desta exposição as obras de:
Ana Margarida Abreu (Origens);
Catarina Monteiro (Sobre a terra);
Cristiana Galveias (Jogo de Sombras);
Inês Chaves (As nossas raízes);
Qun Li, Yî (A “Memória” que pode ser lida como “Esquecimento”);
Maria Dias Martins (Do, Undo, Redo);
Nicole Bernardo (Tudo Refletido);
Patrícia Rúbio, (Para ti, avô);
Solange Faria (Mistério)

Sob a orientação dos professores Ana Gonçalves, Jaime Lebre, João Leitão e Nuno do Carmo.

Exposição

Sala Mário Viegas

Entrada livre


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