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© Oskar OE Ryan_Africa Centre

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ESTREIA NACIONAL
Jeannot Kumbonyeki [CG]
Le Kombi
ESPETÁCULO CANCELADO. SESSÃO TRIPLA EM CONJUNTO COM MUYTE MAKER, DE FLORA DÉTRAZ E INFINI #5, DE RIMAH JABR & DECORATELIER JOZEF WOUTERS MANTÉM-SE. O ESPETÁCULO É SUBSTITUÍDO PELA PROJEÇÃO DE VÍDEO DE JEANNOT KUMBONYEKI.

É com muita tristeza que informamos que, devido a problemas insolúveis com vistos, a apresentação de Le Kombi, do coreógrafo congolês Jeannot Kumbonyeki, prevista para 31 de maio e 1 de junho no São Luiz Teatro Municipal, não vai realizar-se.
Ao longo dos anos, o Alkantara Festival, com o objetivo explícito de apresentar projetos de artistas de outros territórios que não os considerados ocidentais, confrontou-se com diversas questões de controlo de fronteiras. Algumas vezes, garantir a entrada de artistas e as suas equipas em Portugal foi difícil, mas no final sempre conseguimos fazê-los subir ao palco. Desta vez não.
Em colaboração com a equipa da Studios Kabako (a estrutura de produção de Faustin Linyekula) tentámos obter uma autorização de visto para Jeannot desde meados de março. Em vão.

As autoridades congolesas ordenaram em janeiro deste ano, no meio de um crescente conflito diplomático entre a República Democrática Congo (RDC) e os países europeus, fechar a Maison Schengen, em Kinshasa. Este posto consular trata de todas as exigências de vistos para que os cidadãos congoleses possam viajar para os países do espaço Schengen. Até agora a Maison Schengen não foi reaberta o que significa que se tornou praticamente impossível para os cidadãos congoleses entrarem no espaço Schengen. Por seu lado, a União Europeia já deixou claro que não fará qualquer exceção, a fim de manter a pressão sobre a RDC.

Apesar dos nossos esforços e do apoio do Ministério dos Negócios Estrangeiros foi impossível contornar esta situação e trazer Jeannot até nós.

Esta história contém muitas tragédias:
A tragédia de um povo que sofreu dezenas de anos de conflitos e guerras só porque vivem sob os recursos naturais mais ricos do planeta, agora é feito refém num braço de ferro entre Kinshasa e Bruxelas.
A tragédia de um artista bastante talentoso, impossibilitado de mostrar o seu trabalho internacionalmente.
E a dos públicos de Lisboa, privado da possibilidade de ver um jovem dançar, de forma única e eloquente, o horror e a injustiça que seus compatriotas vivem.

O Alkantara Festival optou por não substituir a performance de Jeannot Kumbonyeki. Vamos antes utilizar o tempo da performance, integrada numa programação tripla, juntamente com Flora Détraz e Jozef Wouters, para partilhar um testemunho em vídeo de Jeannot Kumbonyeki e observar a situação atual no Congo. Gostaríamos muito de convidá-los a reunirem em torno desta cadeira vazia e ouvir os testemunhos do desespero inimaginável de uma nação.

Direção Alkantara

Para mais informações pode contactar a bilheteira do Teatro São Luiz:
bilheteira@teatrosaoluiz.pt
213 257 650/1


31 maio–1 junho


quinta e sexta → 21h
São Luiz Teatro Municipal
Sala Bernardo Sassetti

Duração
25 min

Preço
5&euro a 15€

Classificação etária
M/12

Info
Apresentado em sessão tripla com Muyte Maker e Infini #5.


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Bio&nsbp;
Com formação nos Studios Kabako em Kisangani, no noroeste da República Democrática do Congo, Jeannot Kumbonyeki fundou aí o grupo de dança de rua Keep Quiet. Um ano depois, foi selecionado no concurso nacional Vodacom Kata Dance e ganhou o prémio de Melhor Bailarino. Desde então, Kumbonyeki vive em Kinshasa. É, desde 2014, um dos três bailarinos de Kinshasa Electric, da coreógrafa Ula Sickle, radicada em Bruxelas. O espetáculo tem feito digressão sobretudo na Europa. Desde 2014, faz parte do projeto Redifining... home-work, um laboratório em movimento sob a supervisão do sul-africano Boyzie Cekwana e de Faustin Linyekula. Kumbonyeki é intérprete em dois projetos de Faustin Linyekula: more more more... future (2016-017) e Sur les traces de Dinozord (2017). Também desenvolve o seu próprio trabalho. Le Kombi, o seu primeiro solo, uma produção dos Studios Kabako (2015), tem sido apresentado em África (Maputo, Cidade do Cabo, Uagadugu, Kinshasa) e na Europa (Zurique, Paris, Vitry-Sur-Seine).
Créditos&nsbp;
Criação e interpretação Jeannot Kumbonyeki
Olhar exterior Faustin Linyekula
Desenho de luz Jean-Pierre Legout
Produção Studios Kabako /Virginie Dupray
Coprodução Institut Français/Danse l'Afrique danse
Apoio Total Foundation
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