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© Elizabeth Carecchio

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ESTREIA NACIONAL
Christiane Jatahy [BR] — Artista na Cidade 2018
Ítaca — Nossa Odisseia I
As práticas artísticas da artista brasileira Christiane Jatahy desafiam fronteiras, justapondo teatro, cinema e performance. Jatahy regressa a Lisboa e ao Alkantara Festival em 2018 como Artista na Cidade, um programa com a duração de um ano que oferece ao público lisboeta um olhar privilegiado sobre a sua obra. No Alkantara Festival, em colaboração com o Teatro São Luiz, Jatahy apresenta o seu trabalho mais recente, Ítaca - Nossa Odisseia I. Depois de Strindberg (Julia, 2011), Tchékhov (E se elas fossem para Moscou?, 2013) e Shakespeare (A floresta que anda, 2015), Jatahy toma Homero e a sua Odisseia como ponto de partida. Um elenco híbrido de atores brasileiros e de língua francesa mergulha neste mito fundador da literatura ocidental, virando-o do avesso de modo a falar sobre os nossos tempos.

Teatro e realidade: um velho caso que continua a reproduzir-se de maneiras novas. Os espetáculos mais marcantes de 2017 testemunham todos o terramoto atual, cujas falhas geológicas passam pelas relações raciais, sociais, as relações entre os sexos e a questão da imagem do real e do seu duplo. A encenadora Christiane Jatahy está no coração do tremor de terra, cujas ondas de choque são planetárias. É mulher, é brasileira, está a inventar uma nova forma de teatro-cinema de uma força e crueza impressionantes, e não fala senão disto: das relações de poder.
Fabienne Darge, Le Monde

Não perca a conversa com Christiane Jatahy e Thomas Walgrave, no dia 8 de junho às 23h30 (São Luiz Teatro Municipal).


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7–9 junho


quinta a sábado → 21h

Espaço de apresentação
São Luiz Teatro Municipal
Palco da Sala Luís Miguel Cintra

Duração
105 min

Preço
5€ a 15€

Classificação etária
M/14

Info
Em português e francês, legendado em português e inglês


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Bio&nsbp;
Nascida no Rio de Janeiro, Christiane Jatahy é simultaneamente autora, encenadora e cineasta. É formada em teatro e jornalismo e mestre em Arte e Filosofia. Desde 2003, os seus trabalhos dialogam com distintos géneros artísticos. Em teatro, criou diversas peças que exploram as fronteiras entre realidade e ficção, ator e personagem, teatro e cinema, nomeadamente Conjugado, A Falta que nos move ou Todas as histórias são ficção e Corte Seco. Realizou uma versão em longa-metragem de A Falta que nos move ou Todas as histórias são ficção, filmada sem interrupção durante treze horas com três câmaras à mão. Esta versão, que ainda é apresentada em festivais de cinema nacionais e internacionais, ficou em cartaz nas salas brasileiras durante mais de doze semanas. O material original do filme também foi montado em três ecrãs por ocasião de uma performance cinematográfica de treze horas no Parque Lage, no Rio. Em Londres, montou o projeto In the comfort of your home, um documentário-vídeo apresentado em simultâneo com as performances de trinta artistas brasileiros em casas inglesas. O seu espetáculo Julia, atualmente em digressão, é uma adaptação de Menina Júlia de Strindberg onde se misturam teatro e cinema. Esta peça/filme foi apresentada em prestigiados festivais de teatro europeus e esteve em cena no CentQuatre em 2012. Este trabalho valeu-lhe o prémio Shell para melhor encenação. Em 2013, desenvolveu o projeto de instalação audiovisual e documental Utopia.doc, apresentado em Paris, Frankfurt e São Paulo. Em 2014, o SESC possibilitou a criação de E se elas fosse para Moscou?, inspirada n' As Três Irmãs de Tchékhov. Trata-se de uma peça de teatro e filme apresentados em dois espaços cénicos diferentes. Este trabalho foi galardoado com os prémios Shell, Questão de Crítica e APTR. E se elas fosse para Moscou? continua em digressão por festivais na Europa, nos Estados Unidos, e foi programado pelo Théâtre National de la Colline, em Paris. Em 2016, como fecho da trilogia iniciada com Julia, Christiane Jatahy criou A floresta que anda, performance que adapta livremente Macbeth misturando documentário, performance e cinema em direto. Esta trilogia obteve um enorme sucesso em França, na Europa e por todo o mundo. Em 2017, na sequência do convite da Comédie-Française, criou na Sala Richelieu La Règle du jeu, inspirada no filme de Jean Renoir. Hoje, Christiane Jatahy é artista associada no CentQuatre e no Théâtre National Wallonie-Bruxelles. Está também no l'Odéon - Théâtre de l'Europe desde a nomeação de Stéphane Braunschweig, em janeiro de 2016.
Créditos&nsbp;
De Christiane Jatahy
Inspirado em Homero e em outras inspirações Interpretação Karim Bel Kacem, Julia Bernat, Cédric Eeckhout, Stella Rabello, Matthieu Sampeur, Isabel Teixeira
Direção, dramaturgia e cenografia Christiane Jatahy
Colaboração artística, desenho de luz e cenografia Thomas Walgrave
Colaboração na cenografia Marcelo Lipiani
Construção de cenário Odéon-Théâtre de l'Europe e equipa
Design de som Alex Fostier
Diretor de fotografia Paulo Camacho
Figurinos Siegrid Petit-Imbert, Géraldine Ingremeau
Sistema de vídeo Julio Parente
Assistência de direção e tradução francesa Marcus Borja
Colaboração artística, difusão e produtor da companhia Henrique Mariano
Produção Odéon-Théâtre de l'Europe
Coprodução Théâtre National Wallonie (Bruxelas), São Luiz Teatro Municipal (Lisboa), Centre Cultural Onassis (Atenas), Ruhrtriennale - Alemanha, Comédie de Genève Apoio CENTQUATRE (Paris) em parceria com Cité internationale des arts #ithaca #ourodyssey

Christiane Jatahy é artista internacional associada de LE CENTQUATRE (Paris), Odéon Théâtre de l'Europe e Théâtre National Wallonie-Bruxelles
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